Lendas e Superstições

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Lendas e superstições, são de evocar, pois transmitem a cultura e psicologia de qualquer população. Tais arquivos de interessantes crenças e práticas populares, são tão interessantes e ingénuas, que, se nenhuma coisa do mundo danam, a fé a estes pobres erros costuma trazer consigo muita piedade religiosa e nela alguma doçura moral que nem sempre vai por onde vai a desenganada filosofia. Correspondem a uma espécie de mitologia peculiar em Portugal, e que actuava nos meios provincianos menos cultos. as superstições, em parte geradas pela incultura do povo, mas aínda resquícios das supersistões dos romanos. As lendas, todavia são plantas indígenas de imaginação popular, que não devem entrar no esquecimento, pois falam ao sentimento.
Apenas se vão destacar algumas superstições, como os Lobishomens, rebentos maus do Centáuro, as Bruxas e Feiticeiras, que o trovisco afugenta, os Fantasmas do outro mundo, as Almas Penadas, que vêem pedir à terra a remissão dos seus pecados, e queijandos maléficos - contos da carochinha, uns tétricos, outros graciosos, que fizeram aínda até há bem poucas décadas o entretimento de de velhinhas nos longos serões de inverno, com um suspence tal que colocava os que ouviam em autêntico medo, com arrepios e cabelos no ar, quão horriveis que eles eram.


O povo supersticioso:


    Alimentos, animais, bruxas.


     Calendário, casamento, crianças, curas, gravidez, morte, namoro, saúde.

 

     Sinais, sonhos, sorte, tempo, vários.

 

 

 

 


Organizador: Fernando Jorge dos Santos Costa
Autor: Santos Costa

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