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Sarzeda 

 

                




  

   


Freguesia de Santa Luzia, que Deus pôs como protectora de quem precisa de ver, esta terra aparece ao viajante, quase no topo duma estrada que em linha recta leva da ponte do rio à Moita, o primeiro lugar para quem chega.

    E então mesmo daqui, é necessário vê-la, disposta por uma colina alinhada, sem ondulação, logo abaixo do monte de Santa Bárbara, onde como é regra, quem por aqui vivia e cuidava das culturas sempre temera as trovoadas vindas daquele cerro, pôs e bem uma capelinha à Santa com nome de Bárbara. A freguesia quase começa na Vila da Ponte, onde parece estar presa a ponta de uma concha em declive protector de gentes e culturas.

   

    Aqui o casario á rústico e testemunha desde logo, um "habitat" agrícola, concentrado à volta da Igreja Matriz. A sua base alimentar desde tempos imemoriais é do feijão, milho e do centeio. Desse "habitat" castrejo, deve-se ter herdado também, o carinho pelos castanheiros que aqui tão bem se dão e que desde as origens da ocupação humana permanente, era o pão nosso de cada dia. Hoje da castanha todos sabem ainda tratar e saborear, e falar da castanha de Sarzeda é o mesmo que dizer um prato raro na gastronomia regional.

   

    Por perto dos castanheiros, há terrenos baldios e comuns, onde se alimentavam (e alimentam ainda) os preciosos gados da economia doméstica. Deles sai um bom queijo e um requeijão adequado à merenda de todos os dias.
  Fonte do texto: CM Sernancelhe

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