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Penso 

                    


Situada no centro-oeste do concelho, ocupa um aprazível recanto, numa das obras orográficas que da serra da Lapa descem para o rio Távora.

      

    Penso é uma povoação muito antiga. Ponto de passagem dos romanos, deve ter sido, depois da incursão de Almansor na região, pertença de D. Chamoa e sucessivamente da Coroa. Fez parte dos bens de Mem Martins e de Egas Moniz, passando, mais tarde, para as casas nobres dos Pimenteis, Gouveias e Noronhas, que aqui construíram elegantes solares.

      

    Por aqui passou, com certeza, o rei D. Dinis, no seu caminho de Trancoso para Lamego, por volta de 1310, tendo sido hóspede de um lavrador rico em A. de Barros. Por aqui passaram, mais tarde, os invasores franceses. As tropas miguelistas, sob o comando do general Póvoas, aqui pernoitaram.

    Esteve ligada ao concelho de Caria, até à sua extinção, em 24 de Outubro de 1855.

       

    A freguesia fica a meia hora da serra da Borralheira, com o seu casario organizado em torno dum estrada que passa numa ponte românica (do pontigo) a caminho de Freixinho. Mesmo por detrás duma ponte de bica dupla há uma casa com uma bonita janela manuelina. Mais acima está outra ponte de aduelas graníticas e uma casa fidalga (dos Pimentéis), onde a Capela do Santíssimo Sacramento ostenta o brasão dos Gouveias. Tudo rodeado por um belo jardim.
Fonte: CM Sernancelhe

 

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