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A Quinta da Alagoa

A quinta da Lagoa de que se fala no século XIV, está nos terrenos que pertencem à Faia e nela se encontra a Casa da Torre, a que se liga a lenda do Rei Chiquito.

Nesta quinta foi encontarda, em 1788, um a inscrição dedicada ao " Imperador Antonino, o filho (ao que parece) de Septímio que teve as rédeas do Império desde 211 até 217". (Viterbo: 1966, vol II, p 70).

No entanto, do passado remoto da Faia nada se sabe ao certo; conhecem-se apenas alguns dados que podem levar a conjecturas.

 
A tradição remonta-lhe a origem a tempos proto-históricos e faz derivar o seu nome duma gigantesca faia que existia no local.
Apareceram fragmentos de cerâmica grosseira atribuidos à época lusitana.

Encontraram-se, também, moedas de prata e de cobre, utensílios de ferro, pedaços de mós e marcos miliários da época romana (um desses marcos miliários, com inscrições carcomidas, foi encontrado num quintal próximo da Igreja). 
Na Quinta da Raposeira (junto do antigo caminho para a Rua), no Cachopo e no Besteiro, existem sepulturas gravadas na rocha.

A fonte primitiva de arco de volta inteira, que deve ter sido construída no século XIII, encontrava-se na tapada desde 1927.

Muito próximo do local foi levantado um chafariz.

"Tudo isto leva a apoiar a tradição da sua antiguidade e a julgar-lhe e a origem nalguma quinta da época dos romanos, que se desenvolveu à sombra da antiga Caria" (Moreira: 1929, p. 273).


A Igeja é uma das construções da universidade; algumas propriedades,
 foram assinaladas com marcos onde se lia: DE. V (Da Universidade)
 

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