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  O Colégio 
           


Durante o ano de 1654, o Senado da Câmara de Caria, a pedido dos Jesuítas, doou, a estes, um lote de terreno baldio situado junto à Igreja e cujo destino era a implantação da casa dos padres.
Os escassos recursos de então não permitiram a conclusão imediata da obra, sendo esta concluída cerca de trinta anos depois.
Logo após a aprovação da obra do colégio ter chegado de Roma, a primeira pedra é benzida e lançada a 28 de Junho de 1685. As obras, sob a orientação do Padre António Cordeiro, prolongam-se por algumas dezenas de anos.

             

As razões que fundamentaram a construção do Colégio foram:

    - a necessidade de um edifício onde pudessem habitar mais padres que correspondessem ao cada vez maior número de romeiros,

    - a necessidade de melhores instalações bem como a faculdade de encontrar espaços para dar aulas solicitadas (note-se que nesse tempo eram os alunos que procuravam os professores).

Em 1714, quando o edifício se encontrava acabado, tem início as aulas de Latim e, posteriormente, as aulas de Teologia.
É de salientar que o Colégio é um edifício de forma quadrangular que se desenvolve em dois pisos a norte e três a sul. Com pátio interior, a sua forma arquitectónica é, no entanto, singela e com boas cantarias.

                                                  

Em 1759 o Marquês de Pombal expulsa os jesuítas do país. O colégio e o santuário passaram a constituir propriedade do governo, até que em 1793, D. Maria I doou tudo ao bispo de Lamego. Em 1892 assistiu-se à sua reabertura, tendo tido como aluno, entre 1897 e 1899, o famoso escritor Aquilino Ribeiro. Com a mudança de regime, assistiu-se ao encerramento definitivo do colégio em 1910.
A degradação e inutilidade do colégio foram uma realidade até 1994, data em que foi decidido proceder-se à sua restauração, visando a recolha e assistência aos peregrinos, pois não se previa a utilização para a qual teria sido destinado.

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