Voltar à página principal

Cardia

 

                



 


 


 


 


 


 


 

    Em direcção a Ferreirim, e depois do nicho cruzeiro do Senhor da Boa Viagem e do campo de futebol, desvia-se à direita para a Cardia. São cerca de 2 km em caminho rural de terra batida, passa-se o ribeiro sobre uma pequena ponte e encontra-se a grande e emblemática lage, palco lendário de danças de feiticeiras e de piruetas de lobisomens, verdadeiro “ex-libris” da localidade.

    
 
O casario de rudeza genuína pusou ao redor da extensa fraga como que para uma soberba fotografia aérea. Tangente à lage, de um lado do camino, dotado de tapete betuminoso, para Ferreirim atravessa, sobre a moderna e sólida ponte um dos corgos que vão banhar aquela terra de labor infatigável; do outro, a viela que dá para uma capela de longo e largo alpendre. Pequenina mas com um altar de talha dourada a desfazer-se, é dedicado ao Divino Espírito Santo, cuja festividade é celebrada anualmente, de acordo com as posses, as vontades dos promotores e a habilidade em suscitar a cooperação dos moradores que nesta época ainda não são os perto de quarenta que ali passam o mês de Agosto. Evidenciam-se as ruas devidamente empedradas.

Texto adaptado de:
Da Varanda do Távora
Sernancelhe na Marcha da Torrente  -  página 183
Abílio Louro de Carvalho
Edição Câmara Municipal de Sernancelhe 2002
  

    
    
    
    

 Voltar à página principal